Em Fagulhas Poéticas, Josa Freitas transforma sua própria história em versos que revelam uma autora movida pela empatia. Ela não observa o sofrimento alheio de longe; ela se afeta, se inquieta, se responsabiliza.
Em sua obra há uma tristeza mansa, uma saudade que retorna como maré. Essa melancolia não paralisa, ela impulsiona a escrita, como força criadora. A infância, a família, o pai poeta, a vida no interior, a cultura regional, tudo isso forma o eixo afetivo da autora. Ela escreve para guardar o que o tempo ameaça apagar.
Como professora por 35 anos, a autora ainda carrega a vocação pedagógica que transborda para a poesia. Mesmo diante das dores, ela insiste na beleza, na rima, na cadência do cordel. Sua poesia é uma forma de resistência cultural e emocional.
É desse embate, entre a aspereza da vida e o desejo de resguardar o que há de belo, que sua poesia nasce como memória, denúncia, afeto e missão. Josa escreve para compreender o mundo e para não deixar que a memória de seu povo se perca.
Em seus poemas, denuncia injustiças, celebra afetos, revisita a infância e questiona o destino dos vulneráveis. O que ela busca afinal? Talvez transformar dor em luz, silêncio em voz. Ou talvez algo mais profundo: descobrir quem é, por trás de cada verso.
O leitor encontrará aqui não apenas poemas, mas fagulhas de uma vida inteira traduzida em poesia.
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